Empoderadas pelo coletor

Recentemente houve um “boom” de informações sobre um novo produto para auxiliar as mulheres no período menstrual: o coletor.

Acompanhando esse movimento e os grupos que foram se formando nas redes sociais, percebemos que as brasileiras estão cheias de curiosidades e dúvidas sobre o copo.

O primeiro vídeo que trouxe maior visibilidade sobre o tema foi criado pela vlogger Jout Jout, por onde muitas mulheres conheceram o produto. Desde então, diversos canais começaram a ir em busca de pessoas que já possuíam experiência  com o mesmo. O mais interessante disso tudo? Várias brasileiras não só conheciam, como já o usavam há muito tempo.

Coletor empoderador

Uma das questões que permeia o empoderamento feminino é a liberdade para tomar as próprias decisões. Quando o assunto é menstruação não é diferente. Com a entrada do coletor menstrual no mercado brasileiro, as mulheres passaram a possuir mais uma opção para lidar com esse momento pessoal.

Vários pontos envolvem a tomada de decisão de usar o “copinho”: Como informado pelo M de Mulher, economicamente falando os coletores surgem como uma ótima opção. O canal afirma que durante toda a vida de ciclos menstruais, as mulheres usam cerca de 9 mil absorventes, com um investimento médio de 9 mil reais. Os coletores custam entre R$60,00 e R$150,00, podendo durar até 15 anos se bem cuidados.

Quando se fala em sustentabilidade, muitas mulheres não sabem que um absorvente sintético leva de 100 a 450 anos para se decompor no meio ambiente. Os coletores não são jogados fora no final de cada ciclo. Após realizar a higienização e guardá-lo nas embalagens corretas, podem ser usados até apresentarem mudanças na composição, como aumento da flexibilidade do produto.

Com tanta informação que precisa ser compartilhada, grupos sobre coletores menstruais estão crescendo pelo Brasil. O mais representativo deles é o Coletores Brasil – menstrual cups, onde atualmente 15 mil mulheres tiram suas dúvidas e trocam suas experiências.

Nos chamou atenção, que muitas participantes acabam vendo no grupo uma forma de encontrar respostas as perguntas relacionadas ao corpo feminino – que, aparentemente, não são levadas a seus médicos. O ponto positivo é que pela internet, em um espaço dedicado ao assunto, estas se sentem à vontade para relatar seus problemas e opiniões. Por outro lado, as trocas são feitas puramente pelas experiências vividas e não com informações médicas aplicadas a cada caso.

Marcas

Descobrimos pelo grupo no Facebook, que há marcas para todas as mulheres – jovens, com mais idade, que ainda não tiveram práticas sexuais, que já possuem filhos e para as diversas intensidades de fluxos. Sendo assim, fomos em busca das mais testadas e chegamos a quatro delas.

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A primeira é o Inciclo,  única marca nacional das analisadas, o que facilita na hora da compra. Esta possui revendedoras por todo pais, que vão até as casas das consumidoras para entregar e tiram dúvidas sobre o produto. Pelo site é possível encontrar a mais próxima de casa ou do trabalho.

Os tamanhos vendidos foram organizados com base nas diferenças existentes na tonicidade do assoalho pélvico (também conhecida como MAP – musculatura do assoalho pélvico), que segundo a marca perde elasticidade com a idade e gestação. As opções são: A – recomendado para mulheres com mais de 30 anos e que tem filhos; B – para mulheres com menos de 30 anos e que não tenham filhos.

O site da marca informa que as mulheres que possuem fluxos intensos, irão apenas realizar higienizações com maior frequência e que o porte físico não interfere no tamanho. Por outro lado, aquelas que possuem cirurgia íntima ou músculos fortalecidos por causa de exercícios de kegel, comum no yoga, pilates e pompoarismo, podem se adaptar melhor ao formato B (que tem um diâmetro menor – de 4,3 cm para 4,0 cm).

O Inciclo é vendido apenas na cor transparente, com puxador de haste e é feito de silicone. A marca afirma que o produto é hipoalergênico e não possui componentes químicos. Para auxiliar no armazenamento, com o coletor acompanha um saquinho para guardar ao final do ciclo, lugar ideal para evitar o acúmulo de bactérias.

Possuem acessórios que podem ser comprados a parte, como panelas para ferver o coletor no começo e final de cada período, fundamental para higienizar o produto que ficou um mês guardado. Importante salientar, panelas de teflon, ferro ou metal não são indicadas para limpeza, pois elas perdem substâncias na ebulição, que podem danificar o silicone. Além dos recipientes esmaltados, os feitos de ágata também podem ser usados.

A segunda marca é o Me Luna com produção na Alemanha e loja virtual no Brasil. Possui quatro tamanhos segundo o site, sendo eles: P – recomendado para meninas nos primeiros ciclos, mulheres que ainda não tiveram práticas sexuais, porte pequeno ou colo do útero baixo; M – mulheres com vida sexual ativa ou filhos, com fluxo leve a moderado. Entre o G e o GG a variação se dá apenas no fluxo, sendo o primeiro para mulheres com este intenso e o segundo muito intenso, que tenham uma vida sexual ativa ou filhos.

Diferente do Inciclo que sugere uma maior frequencia na higienização, o Me Luna vende conforme o fluxo. Os tamanhos possuem diferentes volumes, variando entre 15ml e 30ml dependendo do modelo.

O coletor é feito a partir de elastómero termoplástico, mais conhecido como TPE. Outra diferença comparada a primeira marca, o Me Luna possui diversas cores e puxadores. Para venda há roxo, amarelo, rosa, azul, laranja, verde, preto, vermelho, incolor e com glitter nas cores dourado, azul e prata. Todas possuem a opção com um dos três tipos de puxadores, anel, bola e haste.

Na compra do coletor acompanha um saquinho para guardá-lo até o próximo ciclo. A parte, possuem acessórios para higienização durante o período menstrual, como copos de esterilização normais e dobráveis fáceis de transportar. Vendem também as panelas de ágata e saquinhos com diferentes estampas.

A marca Lunette é fabricada na Finlândia e quem o distribui no Brasil é a Kevosai. Os produtos são feitos de silicone medicinal, nas cores vermelho, roxo, amarelo, azul e transparente.

Segundo o site, a marca possui dois tamanhos, sendo o 1 para mulheres com fluxo mais leve, mais jovens e ainda virgens. Afirma, também, que este é feito com um silicone mais macio que o 2. O modelo 2 é para mulheres com fluxo normal ou intenso, que já tiveram relações sexuais ou filhos. Acompanha na compra, o saquinho para guardar o produto.

A fundadora do Holy Cup conheceu o coletor menstrual em Londres, mas quem fabrica seus produtos é a alemã Me Luna. Possui três tamanhos, P – com o puxador de haste, M – com o puxador anel e G – com o puxador em bola. Para saber qual tamanho se encaixaria melhor, basta seguir uma linha de respostas presente no site, que inclui vida sexual, ter filhos e tipos de partos. Feito de TPE, as opções de cores são amarelo, transparente e roxo. Assim como as demais, na compra acompanha o saquinho para guardá-lo.

O grupo Coletores Brasil disponibilizou um vídeo que compara os tamanhos, flexibilidade e maciez entre o Inciclo, Lunette e Holy Cup, que pode ajudar na decisão.

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A adaptação

Como comentado anteriormente, algumas mulheres já vem usando há anos os coletores menstruais. Sendo assim é possível encontrar todo tipo de experiência, inclusive as negativas.

Há aquelas que possuem maior dificuldade de adaptação, pois a inserção do coletor requer tranquilidade, do contrário os músculos da vagina ficam muito contraídos, dificultando o processo. Porém, isso apresenta não ser um problema. Vimos muitas histórias de mulheres que continuam tentando, pois é preciso certo tempo para encontrar a dobra ideal para colocá-lo.

Enquanto se está em transição existe uma outra opção muito interessante para aquelas que estão preocupadas com a sustentabilidade – os absorventes orgânicos. A marca Sec Natural vende-os em farmácias no formato interno, feito com algodão natural, livre de químicos, sintéticos e corantes. Após descartado se decompoem em até 3 meses.

Outra opção um tanto “retrô” são os absorventes de tecido. Nos formatos Mini, Normal e Noturno, a marca Korui possui duas linhas, conforto Seco e Natural. Segundo o site, a primeira possui uma camada interna em suedine, um tecido de toque suave, resistente a manchas, de fácil lavagem e que mantem a pele seca. O segundo tem também uma camada interna de fibra de bambu e algodão orgânico, com toque aveludado e macio, ideal para peles sensíveis.

Quanto a lavagem, sugere-se tirar o excesso dos absorventes, deixá-los de molho por 10 minutos em água fria e, em seguida, podem ser lavados a mão ou na máquina. A secagem podem ser feita no sol, o que ajuda a evitar manchas. A marca se localiza em Florianópolis e os produtos podem ser comprados pelo site.

As alternativas são muitas, a curiosidade e consciência é de cada pessoa. Vale a pena testar e ver qual se encaixa mais ao dia a dia, sem pressões ou obrigações. O melhor de tudo isso é que as mulheres estão cada vez mais conhecendo suas naturezas, indo em busca de informações, esclarecendo dúvidas e tendo mais opções para realizarem suas próprias escolhas.

Home office não é bagunça

“Trabalhar por conta própria é maravilhoso e terrível. Não temos feriado ou licença médica, e nenhuma segurança. Nenhuma oportunidade de desenvolvimento é oferecida para mim, a não ser que eu mesma pague por ela, e não há ninguém para elogiar o meu trabalho ou mesmo perceber o quanto eu estou trabalhando duro. Se eu não tomo cuidado o trabalho facilmente extrapola para antes do café da manhã, depois do jantar e para os fins de semana. Se alguma coisa der errado, não há ninguém a quem culpar ou com quem conversar. Isso posto, se eu pudesse escolher, faria a mesma coisa de novo. Adoro poder gerenciar a minha própria agenda, estabelecer relacionamentos com quem eu quiser e saber que estou construindo meu próprio caminho no mundo do trabalho. Adoro saber que o que estou fazendo é realmente importante para as pessoas – elas me dizem isso. Também ajuda pensar que a segurança que eu poderia estar perdendo por não trabalhar para uma empresa não existe. As pessoas são demitidas, ficam doentes. Não há qualquer garantia de que a vida continuará do jeito que está por qualquer período do tempo.”

Fiona Robyn criadora do Writing Our Way Home, citada no livro Como Encontrar o Trabalho da sua Vida, de Roman Krznaric – The School of Life.

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Várias foram as razões que nos levaram a querer escrever sobre como é ser freelancer trabalhando em casa, mas o livro Como Encontrar o Trabalho da sua Vida foi o empurrão que faltava. Primeiro motivo foi o fato de várias pessoas próximas à ZEST estarem procurando novos rumos profissionais e virem nos perguntar como funciona criar uma empresa para trabalhar em casa. O segundo foram as incertezas que envolvem todos aqueles que não estão mais felizes no trabalho atual, mas que não possuem coragem ainda para dar um pulo de para quedas no desconhecido. Por isso, vamos trazer alguns pontos – positivos e negativos – que identificamos no período de um ano. O terceiro é para realmente aproximar essa realidade daqueles que tem curiosidade, levando em consideração que hoje em dia se pode ter “profissões personalizadas”, ou seja, você pode fazer o que quiser.

Primeiros passos para ter uma empresa

Muito bem, digamos que você já entendeu seus vários “eus” (sim, porque dificilmente gostamos de fazer apenas uma coisa). E também conseguiu encontrar uma atividade que lhe trouxesse  liberdade, fluxo – aquele momento em que desconectamos quando estamos fazendo algo que amamos, onde não sabemos que horas são, dia da semana ou se comemos – e sentido, que envolve o que sentimos termos nascidos para fazer, pois não adianta você estar em fluxo plantando flores, se não se imagina sendo jardineiro.

Sendo assim, depois que você escolheu a atividade que quer fazer e decidiu trabalhar no formato freelancer, o primeiro passo é abrir uma empresa, ou seja, criar um CNPJ. Com esse mundo lindo da internet, basta alguns minutos e você já sai com seu número, que é nada menos que o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica – equivalente ao CPF, só que para empresas.

Atualmente, existem dois formatos para quem está começando pequeno: o MEI e o ME. O primeiro é o microempreendedor individual, que segundo o Portal do Empreendedor, é aquele que trabalha por conta própria e se legaliza como pequeno empresário. Para isso, é necessário que o faturamento seja de no máximo 60 mil por ano – uma média de 5 mil por mês – e que não se esteja vinculado a nenhuma outra empresa como sócio ou titular.

Entre as vantagens divulgadas por eles estão: facilidade na abertura de conta bancária, pedido de empréstimos e emissão de notas fiscais. Os custos mensais fixos variam conforme a categoria de cada um, sendo: R$40,40 – comércio ou indústria, R$44,40 – prestação de serviços ou R$45,40 – comércio e serviços (muda conforme o valor do salário mínimo). Dentro dessa taxa está incluído o valor para emissão de notas e sua contribuição mínima para o INSS, onde o microempreendedor terá direito ao auxílio maternidade, auxílio doença, aposentadoria, entre outros. Nesse modelo de empresa, é possível ter apenas um funcionário registrado.

O ME ou EPP são as microempresas/empresas de pequeno porte. Para abertura se faz necessário passar pela mesma burocracia do MEI, ou seja, criação do CNPJ, ir na Secretaria da Fazenda para fazer a inscrição municipal e na Prefeitura Municipal para tirar o alvará. Esse modelo é como se fosse o passo seguinte ao MEI, pois é possível atingir um faturamento maior, ter sócios e mais funcionários para dar conta da demanda.

No dia a dia, a diferença maior cai sobre as notas fiscais, pois no MEI não há imposto (esse valor já está incluído no pagamento mensal), enquanto no ME sim – e o valor depende da categoria em que a empresa se enquadra. Sendo assim, é imprescindível contratar um contador, para que os cálculos dessas porcentagens e prestações de contas possam ser feitas da maneira mais correta. Mesmo sem a necessidade desse serviço, o MEI também precisa manter sua prestação de contas organizada e em dia: o que você pode realizar sozinho ou com ajuda de um contador voluntário.

Fora a questão burocrática, há outro ponto prático bastante importante:  ter segurança. Não só para decidir o que se quer fazer, mas apoio, também, no lado financeiro. O início de um negócio pode ser difícil, especialmente se você não tem nenhum cliente garantido ou ainda está buscando lugar ao sol. É preciso se preparar, seja juntando dinheiro enquanto ainda trabalha como contratado em alguma empresa, prestando outro serviço que não é exatamente o que você ama fazer mas é remunerado, ou tendo o apoio da família. A falta de segurança financeira e de capital para investir nesse inicio do negócio pode fazer você começar com o pé errado – levando à frustrações e a desistir da empreitada mais facilmente.

A vida que você não imaginou ser possível existe

Então, você já abriu sua empresa e decidiu ser freelancer. Seu negócio está apenas começando, sendo assim, optou por trabalhar em casa, onde os custos com aluguel, luz, internet e telefone ficam embutidos nos gastos normais da residência. Como muitas reportagens já disseram nos últimos tempos, ser home office exige muita organização. Se você mora com outras pessoas ou tem filhos, é importante esclarecer a todos que você estar em casa trabalhando não é o mesmo que você “estar em casa”, ou seja, não se está ali para dar atenção a eles, virar porteira, cozinheira e faxineira. Claro, se a ideia é ter mais tempo para a família, ótimo, mas algumas horas do dia você terá de trabalhar. Portanto, é importante deixar claro até onde você está disponível. O que ajuda na maioria dos casos é ter um espaço na casa só para você e seus materiais. Assim, quando se entra nele há uma quebra, “ok, estou no meu ambiente de trabalho” e para os demais que moram com você, “ok, ela está na sala dela ocupada, não vamos atrapalhar”.

Sendo freelancer e home office, aqueles deveres fora do trabalho que você costumava ter ficam mais fáceis. Você pode se organizar e ir no supermercado quando não é horário de pico, pode fazer academia quando não tem muito movimento, o que em alguns casos dá até um desconto na mensalidade. Se você mora em um bairro bem localizado, ou perto de alguns clientes, é possível ir a pé até as reuniões, pois há mais tempo para a locomoção – o que no fim é bem melhor, porque as chances de você se atrasar diminuem muito quando se depende apenas da própria rapidez.

Pode tirar um tempo maior para o horário do almoço, resolver seus problemas urgentes, como ir no médico, pagar contas, buscar os filhos na escola sem tanto stress. Se você tem maior flexibilidade de horários, onde a entrega da demanda é o principal, também facilita muito. Por exemplo, se você precisou trabalhar um dia até às 3 horas da manhã, no outro dia você pode acordar mais tarde. Não precisa bater ponto, ficar fingindo que está fazendo alguma coisa, quando na verdade se poderia estar resolvendo problemas pessoais nesse tempo – aumentando consideravelmente a concentração do profissional que está com menos preocupações.

Se você enjoou de ficar em casa, trabalha com algo que exige criatividade e só precisa de luz e internet para isso, nada te impede de ir para um café, casa de praia ou onde considera mais aconchegante e tranquilo. O importante é manter o planejamento e não se perder com distrações. Depois que já terminou o que precisava fazer no dia, se há algum hobbie, atividades que te dão e sensação de fluxo ou um curso novo que sempre quis fazer, chegou a sua hora.

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O lado nem tão bom de ser home office

Algumas questões a gente só se dá conta no dia a dia. Mesmo assim, tudo tem uma solução que é melhor, no nosso ponto de vista, do que ficar trancado 8 horas por dia. Primeiro, você não tem um vínculo empregatício, além do fato de ser empresário, então tudo no negócio é responsabilidade sua. Como foi dito na citação lá no início, não vai ter ninguém investindo em você e é muito fácil perder a noção do tempo. O que pode ser bom, afinal, toda essa dedicação é para algo seu.

Se você participa de projetos com divisões de tarefas, haverão momentos em que ficará apenas com a sua companhia, com pouca interação interpessoal.  Há quem trabalhe melhor sozinho, coloque fones de ouvido e se concentre mais. Porém, para alguns pode ser prejudicial, auxiliando na perda de foco e procrastinação. Para ser home office é preciso disciplina, mais do que se estivesse em uma empresa, pois não há ninguém fazendo o papel do líder. O que é bom se você não gosta de ter “chefe” e possui a capacidade de se auto gerenciar – e ruim se você não tem disciplina e deixa tudo para a última hora. Viver perigosamente, no limite do prazo em um projeto ou outro não tem problema, mas fazer disso uma rotina pode minar sua vida profissional.

Uma boa solução para ter disciplina é acordar e se arrumar como se fosse sair para trabalhar. Ok, não precisa de uma mega produção, mas algo que não seja o pijama pode ajudar naquele salto “da cama para a cadeira”. Sair de casa para trabalhar em um café, coworking ou na casa de um colega freelancer também auxilia a ter um pouco mais de ordem e motivação.

Com o passar dos meses, percebemos que há dois perfis de pessoas no modelo de trabalho empreendedor/home office: Aqueles que já trabalharam antes com carteira assinada e aqueles que começaram logo seus negócios. No primeiro, percebe-se haver um pouco mais de dificuldade na adaptação, especialmente, se as atividades exercidas anteriormente eram muito focadas em uma área.

Quando se decide abrir uma empresa, normalmente, os idealizadores ao menos no começo acabam fazendo de tudo: planejamento, prospecção, vendas, comunicação, marketing, finanças, entre outros. Para muitos, a maior dificuldade está na parte de prospecção e vendas, pois por ser um negócio novo, considera-se difícil haver confiança suficiente para ouvir não, ou que alguns tenham dificuldade em entender o serviço/produto da forma como está sendo oferecido.

Por outro lado, aqueles que estão no empreendedorismo de primeiro trabalho, aparentam ter maior facilidade as mudanças e ao desapego, especialmente, por nunca terem estado vinculados a organizações que trouxessem certo conforto. Todavia, por não possuírem experiência com outras equipes, costumam passar por erros considerados básicos no relacionamento com os demais e na administração.

O que os dois perfis enfrentam são os sobe e desce da segurança. Estar atento sempre para novas oportunidades, vender as ideias, acreditar em seus produtos e serviços podem ser alguns dos passos mais complicados. Quando existem estes problemas, os negócios costumam demorar mais para gerar resultados.

Uma saída para aqueles que possuem uma personalidade mais introspectiva, pode ser se vincular à outras empresas que realizam prospecção, tendo o próprio serviço como terceirizado. Isso funciona muito bem para prestadores de serviços, que continuam tendo suas marcas, mas atendem organizações parceiras. A burocracia que envolve é apenas a apresentação da nota fiscal, uma garantia para ambas as partes.

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O mais importante disso tudo: Poder tomar todas as decisões da sua vida. Fazer o que te faz se sentir bem, no lugar onde você quiser, sozinho ou não, trabalhar quantas horas considerar necessárias, viajar quando quiser e não ter que dar satisfação para quase ninguém – salvo aos clientes.