E a burocracia, como faz?

Quando tu decide se tornar freelancer-empreendedor-empresário-faz tudo, é inevitável se deparar com o hard level do mundo burocrático. 

Buscando sanar algumas dúvidas com relação às burocracias de abrir e manter um negócio, fui conversar com a queridíssima Bárbara Azeredo, sócia da empresa de contabilidade BAZ.

Antes de entrarmos na parte onde ficamos pobres com um monte de impostos, deixa eu contar porque fui conversar com essa guria.

A BAZ é uma das empresas que faz parte da casa colaborativa Paralelo Vivo. Em outra entrevista dessa-vida-de-pesquisadora, descobri que havia uma empresa de contabilidade na casa e minha curiosidade foi instantânea.

Quando decidi encher de perguntas uma especialista em contabilidade, soube na hora que precisava conversar com esse pessoal que divide o lar com empresas que são sustentáveis. De cara já sabia que a BAZ não ia ser uma empresa tradicional que me daria respostas prontas.

O resultado?

Muito mais do que isso! Essa foi uma daquelas conversas em que tu vai aprendendo – porque a Bárbara realmente sabe como tangibilizar informações financeiras – ficando pobre com a quantidade de dinheiro que tu vai perdendo conforme tu vai crescendo, e em seguida, rica, porque tive que perguntar sobre formas de investimento.

Mas vamos começar pelo começo: qual a burocracia para abrir uma empresa?

Muito bem, tu criou um nome, já sabe mais ou menos quais serviços vai oferecer (digo mais ou menos, porque sei como é essa vida de multitarefas, quando tu menos espera pintar paredes de amigos vira profissão) e escolheu onde vai trabalhar.

Atualmente, existem duas formas de se formalizar: através do MEI (microempreendedor individual) ou do ME (microempreendedor) / EPP (empreendedor de pequeno porte).

Antes de se cadastrar é importante verificar quais são as atividades permitidas em cada uma, informações estas disponíveis no Portal do Empreendedor.

Bárbara conta que o governo criou o MEI para que profissionais do tipo “ambulantes” tivessem acesso a INSS e demais direitos. Ela comenta que não há fiscalização e que muitas pessoas usam a categoria de forma errada, alertando para a importância de entendê-la. “Se tu for formado em zootecnia e resolver depois vender produtos orgânicos, tu entra na categoria de feirante.” Ou seja, se a atividade exercida atualmente estiver ligada à lista, o cadastro é legal.

Outro ponto importante é o faturamento. Para ser MEI o valor não pode passar de R$ 60 mil por ano e é fundamental que o profissional não se esqueça de pagar as guias emitidas pelo portal. Multas e dores de cabeça podem ser evitadas com uma simples notificação na agenda (ficadica).

Já o ME/ EPP pode vir de quatro maneiras: através da migração do MEI – momento vitorioso na vida – em que tu começa a receber mais de R$ 60 mil por ano; quando decide dividir o sonho em sociedade; com o faturamento mais alto que o limite ou para as categorias de profissionais não listadas no MEI.

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Mas antes de pensar na migração, tu precisa decidir teu “tipo de negócio”.

Bárbara explica que para fazer a migração do MEI para ME/EPP é preciso decidir por LTDA ou algum dos tipos de empresa. Sim, não existe só uma. Atualmente, temos empresário individual, LTDA, S.A. e EIRELI. Mas vamos por partes, por favor:

Empresário individual: o bloco do eu sozinho, onde a empresa é tu e tu mesmo.

LTDA: quando tu encontra pessoas maravilhosas para ter como sócios.

S.A. (sociedade anônima): empresa de capital aberto onde tu vende ações na bolsa.

EIRELI (empresa individual de responsabilidade limitada): tu sozinha com bens protegidos.

Acho que de todos esses, o EIRELI é o mais complexo, então ele merece um pouco mais de atenção. Na prática, Bárbara explica que funciona assim: ao abrir uma empresa sozinha – empresário individual – talvez chegue um momento que tu precise de um empréstimo ou financiamento e, na pior das hipóteses, não consiga pagar a dívida. O credor – pessoa que te emprestou dinheiro – pode cobrar direitos sobre a tua pessoa física, pois o empresário individual tem a responsabilidade sobre a empresa. Então, quem te emprestou a grana pode bloquear tua conta no banco, teus bens, tudo por causa da dívida.

Na EIRELI, o empreendedor possui personalidade jurídica e capital social – que é quanto a empresa vale. Se esse credor quiser te cobrar alguma coisa ele pode ir até o valor do capital social e se ele deu um limite acima dessa quantia, o problema fica sendo dele, que não deveria ter liberado.

Sabemos que em muitos casos a empresa não possui o valor de capital social, por isso os empresários podem colocar imóveis ou patrimônios próprios. Funciona como uma proteção jurídica, assim, se tu tiver a EIRELI, não corre o risco de ir para o Serasa.

“A EIRELI foi criada justamente para aqueles casos em que tu não tem sócios e não quer ter responsabilidades em cima de ti. Só que para ter ela tu precisa de um capital social de no mínimo 88 mil reais, o que não se torna tão vantajoso. Eu só indico se realmente for necessário.”

Em qualquer um dos 4 tipos de empresa, tu pode ser microempresa ou empresa de pequeno porte, o que varia é o enquadramento. Micro empresa se define por faturamento, onde se pode ter no máximo R$ 360 mil por ano. Passando desse valor, até 3,6 milhões, é empresa de pequeno porte.

Segura o susto porque tem mais: Vamos falar sobre a tal migração.

Digamos que tu tem um MEI e após muito trabalho está ultrapassando o limite de R$ 60 mil por ano de faturamento. Você venceu na primeira fase da vida empreendedora, parabéns!!! Agora está na hora de gastar um pouco do seu dinheirinho com impostos (ninguém disse que era fácil ser rico).

O primeiro passo, então, é entrar com um processo na Junta Comercial para o formato escolhido – empresário individual, LTDA, S.A. ou EIRELI. E ai já vem o primeiro custo da nova brincadeira, pois no MEI não se paga nada para fazer a abertura.

Hoje, no total, a partir dos valores praticados pela BAZ, se gasta em torno de mil reais – incluindo os trâmites de certificação digital (nota fiscal eletrônica), taxa da Junta Comercial e alvará de funcionamento – se o negócio funcionar com endereço de ponto de referência.

Mesmo sendo ex-MEI, há a necessidade de pedir um novo alvará, comenta Bárbara. O tipo “ponto de referência” é exatamente para aqueles profissionais que fazem home office ou trabalham em casas colaborativas. Ele sai praticamente na hora e custa em média R$ 27,00 por ano – tem renovação. Outros tipos de alvarás costumam ser mais caros, mas aqui o nosso foco é o home office ( <3 ).

A empresa da Bárbara faz todo esse processo para as empresas e ela ressalta que esse é o valor cobrado por eles. Porém, sabe-se que honorários variam de negócio para negócio e, nesse caso, o que torna o valor da BAZ mais competitivo é o foco em ajudar marcas que estão começando.

Fez a migração? Agora, meu bem, você tem um novo custo fixo!

Como agora é preciso prestar contas para o governo mensalmente, você precisará de uma assessoria contábil. “Mesmo sem faturar tu precisa enviar as declarações para a receita federal, nem que sejam informações zeradas. Se tu não manda, paga multa e todo esse trabalho fiscal é de responsabilidade da contabilidade, o empreendedor não se preocupa com nada mais” afirma Bárbara.

Tá, não quero migrar. Posso comprar notas fiscais?

Então, no mundo real existem aqueles projetos enormes que surgem, tu fica louca pra fazer e logo vê que vai estourar o teu faturamento. E ai? Migrar e depois ter que se virar com mais um custo fixo?

Muitos profissionais optam pela compra de notas fiscais com amigos, mas Bárbara adverte que não é o mais indicado.

Logo, entramos nessa situação complicada da Receita Federal não acompanhar os novos negócios.

“Não tem muito o que fazer, além de formalizar. Colocar tudo no custo do projeto – abertura e fechamento de ME/EPP e ponto final – o que custaria aproximadamente mais 2 mil reais. Alguns advogados usam o serviço de pessoa física, onde entregam recibo e não nota. Acho que trabalhar em parceria também ajuda nesses casos, onde cada profissional emite uma nota para uma parte do serviço e fica tudo certo.”

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Maravilha. Passou um ano e chega a hora de fazer a declaração do imposto de renda. Prepare-se, porque no MEI tem treta.

Voltei a falar sobre o MEI, porque, nas outras situações, quem cuida do IR é a assessoria contábil e essa prestação de contas não é tão simples quanto poderia ser.

Bárbara, nessa hora, completou o resto do susto que me havia sobrado, pois eu nunca tinha ouvido falar na divisão correta que deve ser feita para os campos de lucro e custos – presentes no site do MEI.

O cálculo é o seguinte: digamos que tu tenha faturado ao longo de um ano 30 mil reais. O que é indicado pelo governo é que 32% desse valor é o lucro do MEI – o chamado lucro presumido.

Sendo assim, em torno de R$ 9.500,00 foi o dinheiro que tu retirou para pagar contas, deslocamento, Netflix. Esse valor será declarado no espaço que diz “lucros para dividendos” e que não será tributado: ele é isento de imposto.

E a diferença, o que eu faço com os R$ 20.500,00 restantes?

A receita entende que esses foram os custos de todos os teus processos durante um ano, inclusive os R$ 50,00 pagos todos os meses para o MEI. No campo custos deve-se colocar o total de tudo que foi gasto para fechar a conta. 

Porém, digamos que esse ano tu estava sentindo que merecia tirar um pouco mais do que 32% de lucro ou resolveu investir na empresa e, ao invés de pegar R$ 9.500,00, totalizou R$ 15.000,00. Esse excedente de R$ 5.500,00 será tributado como imposto de renda pessoa física – que possui uma tabela própria de cobrança.

“Por isso é importante ter a contabilidade, pois tu pode ter retirado apenas 9 mil pra ti e gasto o restante com custos mesmo. O importante é ter as notas para comprovar o destino do dinheiro, ai não corre-se nenhum risco.”

Com tudo pago e dentro da lei, consegui guardar um dinheirinho. Qual é a melhor forma de investir-não-gastar-poupar quando se recebe em ondas?

Começamos a conversar sobre formas de investimento, pensando nas novas profissões que não recebem todos os meses e sim em ondas: um mês entra muita grana e no outro nada.

Bárbara estava falando da segurança da poupança, na opção oferecida por bancos chamada CDB, quando chega a Tanise, uma das gurias da equipe BAZ. Ela queria tirar uma dúvida rápida, mas acabou chegando a tempo da minha pergunta e não teve como deixar de contribuir (obrigada Tanise pelo timing!)

Eu já tinha ouvido falar sobre o Tesouro Direto (acesso a títulos públicos) em um curso de finanças que fiz, mas foi um papo rápido para a dimensão dessa belezinha.

Pensando, então, nesses profissionais que um mês tem e outro não para guardar, o Tesouro Direto te dá um rendimento maior, comparado às demais opções do mercado, e tu pode comprar conforme a tua disponibilidade.

Tá acreditando? Vai dormir mais tranquila hoje sabendo que não precisa depender de aposentadoria?

Sei bem como é!

Tanise nos conta que essa forma de investimento existe há muito tempo e em várias formas. Uma delas é a Selic, na qual tu pode retirar o dinheiro a qualquer momento, ainda que, neste caso, renda menos. E os a longo prazo, que tu investe por 5, 10 anos, tem uma rentabilidade maior, mas não pode sacar antes desse período.

Tá bom, mas deve ter alguma coisa negativa nisso ai, porque ninguém fala sobre.

Pois é, tem o medo. Tanise conta que para investir em Tesouro Direto é preciso de uma corretora e algumas cobram taxas de administração ou de retirada do investimento. Essa questão acaba atrapalhando um pouco, mas eu não considero esse o maior problema, pois todas as demais formas que rendem menos também ficam com uma fatia do valor – com exceção da poupança.

“Muita gente tem medo das corretoras falirem, mas isso não importa, na verdade. Se ela fechar as portas o teu dinheiro estará no Tesouro. Ela só é uma intermediária, o que é teu será devolvido de qualquer jeito.” 

Então, tu pode comprar quando tu quiser ou tiver dinheiro e ele rende muito mais do que a poupança. Só amor esse investimento que já vem com nome de riqueza!

Foi uma delicia bater esse papo com a Bárbara e espero ter esclarecido algumas dúvidas. Para qualquer questão mais pontual é sempre bom conversar com especialistas,  assim você pode seguir fazendo o que ama sem se preocupar tanto com o lado fiscal dos negócios.

Zest | uma empresa livre

Por quê?

Essa é uma das primeiras perguntas que passam pela cabeça quando se decide abrir uma empresa. Por que colocar mais um negócio no mundo?

Nesse começo cheio de dúvidas ainda sem respostas, o mais sensato se torna pesquisar sobre empreendedorismo. Ler exemplos que deram ou não certo e a busca pelo “encaixe perfeito”.

Surge, então, o propósito tema muito comentado atualmente e que permeia a estruturação de uma marca. Consideramos recente o uso do termo, porque até pouco tempo atrás não se falava com esta transparência sobre negócios.

Estudamos o Golden Circle e diversas leituras relacionadas ao propósito na vida pessoal, que reflete na profissional. Foi-se o tempo em que você era uma pessoa no trabalho e outra em casa.

Descobrimos que tudo é um ciclo e quem realmente acredita no que faz não precisa lutar contra seus valores. Mas, antes, você precisa encontrar o que te guia.

No nosso caso, foi um desconforto com o mercado atual. Trabalhando no universo da publicidade, sempre achamos estranho o jogo de “esconder o ouro” – algo que para nós não fazia o menor sentido. Por que alguém super qualificado no mercado evita falar sobre os métodos que usa com seus colegas? – Ah, porque este pode sair da empresa e abrir o próprio negócio com todas essas dicas.

Bom, há um grande problema se você tem medo que alguém saia por ai fazendo o mesmo que você. Simplesmente pelo fato de isso ser praticamente impossível. Algo muito importante, independente da área de atuação, é o combo experiência + olhar. O que você já passou na vida mais o ajuste que o conhecimento te deu apenas te pertence.

Por outro lado, abrir mão de trabalhar em uma empresa que já existe, com segurança e clientes já conquistados não é uma escolha fácil – especialmente quando se está na transição de capitalismo para pós-capitalismo. Ninguém sabe o que vai ou não dar certo.

O que já se sabe é que continuar fazendo do mesmo jeito não leva a lugar nenhum.

Nosso desejo era ter um negócio que realmente fosse horizontal. Sem donos. Sem percentuais ou obrigações diferentes. Queríamos sentir que poderíamos nos apoiar sem a pressão de concorrência, que não ajuda a crescer.

Parar de pensar na escassez ajuda muito. Quando se acredita na abundância, não fica difícil perceber que lugar para todo mundo quando todos possuem as mesmas informações. Que “dividir o ouro” faz com que ele se torne algo muito mais precioso, algo que pertence a mais de uma pessoa.

Sendo assim, o nosso propósito como empresa é compartilhar conhecimentos. Não queremos guardar experiências, histórias e ideias. Acreditamos nas trocas, no fazer juntos.

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Entrando mais a fundo, chegamos ao conceito de Empresa Livre. Gustavo Tanaka, um dos disseminadores do movimento, explica muito bem em seu Medium o que ela é.

“Uma empresa livre é uma empresa sem donos. Sem acionistas. Sem chefes. Sem gerentes nem diretores.

Todos são iguais. Ninguém tem a hora mais valiosa que o outro. Ninguém tem percentual maior.

E ninguém tem propriedade sobre a empresa.

Eu não posso sair e levar a empresa comigo.

As pessoas podem entrar e sair. Mas a empresa continua.”

Ok, mas como isso funciona no dia a dia?

Da maneira mais orgânica possível. Somos uma equipe. Dividimos responsabilidades, referências, ideias, dificuldades, trabalhos e lucros.

“Entrou um projeto que demanda apenas uma pessoa?” Então é de responsabilidade de quem prospectou. A equipe está aqui para o que precisar.

“Surgiu um novo trabalho que precisa de todas as mãos disponíveis!” Vamos todos trabalhar juntos.

“Nesse novo job vamos precisar de um serviço que não é nossa especialidade.” Basta checar com os parceiros e ver se eles podem nos ajudar.

 

Trocar ideias leva apenas a que elas cresçam. Em uma conversa despretensiosa novos pensamentos podem surgir e, ai, não há limites.

Se você compartilha do nosso propósito, venha conversar conosco. Estamos disponíveis por inbox no Facebook ou pelo e-mail . Vamos juntos construir o mundo que sonhamos!

“O que está acontecendo no mundo é o surgimento de pessoas com um nível de consciência diferente. Pessoas que se importam umas com as outras. Que não querem prejudicar nem passar por cima de ninguém. Pessoas que querem confiar.”

Gustavo Tanaka para Baobba

Contornando os desafios de ser freelancer

Poder trabalhar onde, quando e como quiser:  Esse é um dos vários pontos positivos que lembramos quando pensamos em nos tornar freelancers. Entretanto, imaginando como seria no dia a dia, conseguimos prever algumas questões que poderiam se tornar problemas no futuro, como a organização do tempo e a solidão.

Ao realizarmos o estudo Ser Freelancer | trabalhando com pesquisa no Brasil, nos deparamos com os desafios que fazem parte da vida de grande parte dos profissionais liberais.

Por acreditarmos que o formato freelancer possa se tornar uma das formas de “trabalho do futuro”, decidimos compartilhar algumas soluções usadas pela Zest – e outras mais que encontramos na rede – para estes obstáculos.

solidão freelancer

Solidão

Se você imaginava seu dia a dia de trabalho com colegas, estes que se tornariam seus amigos e para quem você poderia contar as fofocas no horário de almoço –  ou até, se imaginava que a vida profissional seria repleta de happy hours – pense de novo.

“Ah, mas como freelancer eu não tenho horário de almoço, posso ficar o tempo que eu quiser.” Exatamente, você pode fazer o que tiver vontade, só precisa ter certeza que seus amigos conseguem o mesmo. Se isto for possível, pode ser de grande ajuda, especialmente no começo, pois vocês podem se encontrar com mais frequência. Porém, cada um tem as suas pautas e nem sempre as agendas fecham.

Se você não conhecer muitas pessoas que trabalham nesse formato, isso não é um problema. Em uma bela onda crescente, o movimento Hoffice está aproximando profissionais liberais, projetos interessantes e dando vida a espaços que muitas vezes ficavam ociosos em casas e empresas.

Presente em várias capitais do Brasil, os grupos do movimento no Facebook são abertos a todos os interessados, com espaço para sugestão de novos lugares. O maior destes, em São Paulo, já conta com 1.507 membros, aumentando todos os dias. Dando os primeiros passos, em Porto Alegre encontra-se 51 membros, ou seja, tem muito espaço para crescer.

Desvalorização

“Por exemplo: Em nossa sociedade parece existir uma regra geral onde quanto mais o seu trabalho beneficia outras pessoas, menos remuneração você receberá. De novo, uma medida objetiva é difícil de encontrar, mas para entender basta perguntar: O que aconteceria se toda essa classe de pessoas simplesmente desaparecesse? Diga o que quiser sobre enfermeiras, catadores de lixo, mecânicos, mas se eles desaparecessem do nada, os resultados seriam imediatamente catastróficos.

Medium – Sobre o fenômeno dos trabalhos de merda.

Duas questões importantes costumam frequentar a mente de muitos profissionais: Como cobrar e o uso do termo “freelancer”.

Na hora de se pensar em quanto seu trabalho vale, o cálculo que deveria ser feito não envolve apenas tempo + custo por hora. Quando se é um profissional liberal o “valor pessoa” também conta.

Quanta experiência você tem no serviço que você vende? Quantos cursos, profissionalizações, tempo dedicado ao tema você já desprendeu?

E um ponto muito esquecido: De onde sai o dinheiro que paga o espaço onde você trabalha, luz, internet?

Apenas porque você é uma pessoa não justifica que seu preço seja abaixo do valor de mercado. Competitivamente falando, vale muito a pena para as empresas que contratam o serviço do freelancer, porque sim ele tem menos custos fixos – mas eles não deixam de existir!

Sobre se chamar ou não freelancer, pode-se dizer ser um assunto delicado. Muitos profissionais consideram o termo depreciativo, pois este ganhou a fama de ser “barato” ou “de profissionais não muito sérios, que fazem pequenos trabalhos.”

“A noite em que aconteceu, eu estava em uma festa cheia de potenciais clientes. Eu via oportunidades em todos os lados que eu olhava. Então, eu vi uma amiga. Ela me introduziu como uma “freelancer de marketing” para o CEO de uma empresa. Ela educadamente sorriu, inclinou a cabeça e perguntou se eu era expert naquelas ‘coisas de Twitter’.

Eu expliquei que eu era, na verdade, uma CMO-for-hire com foco em marketing e estratégia de marcas. Mas, depois da introdução da minha amiga, estava claro para mim que agora os prospects iriam me ver como uma social media de baixo nível, que apenas empilhava tweets e atualizações de status nos seus canais. Eu me senti desvalorizada e brava. Eu prometi nunca mais deixar alguém me apresentar daquela forma novamente.

É fácil ser vítima e se sentir como uma impostora – alguém que está apenas fingindo ser uma empreendedora. Então, mesmo ‘freelancer’ sendo a forma como você vê o que você faz, isso pode estar te vendendo como menos. Afinal, o seu sustento não dependende de como você se considera, mas como seus potenciais clientes veem você e o seu trabalho.”

Suzan Bond para Fast Company – Why I stopped calling myself a freelancer

Percebemos o “ser freelancer” muito mais como um estilo de vida: É algo que melhora a forma como você une vida pessoal e profissional. Se você sente, assim como Bond que o uso do termo desqualifica o seu trabalho, basta usar outra palavra para explicar o que você faz.

O que não podemos permitir é que se continue usando a imagem do freelancer como algo depreciativo. E a única forma de mudarmos isso é mostrando a verdade: Que o serviço nem sempre é mais barato – especialmente quando ele está relacionado ao “valor” da experiência de cada um – e que leva-se muito a sério os projetos, os quais são o sustento do profissional.

Outro ponto importante para a valorização é saber dizer não. Se você está naquela fase “desespero”, que precisa ganhar dinheiro para se manter, entendemos que é complicado negar trabalho. Porém, enquanto você dedica o seu tempo em um job sem sentido por alguns trocados, poderia estar se dedicando a prospectar projetos melhores ou se aperfeiçoando.

Planos

Há quem diga que o melhor mesmo é planejar menos e fazer mais.

Com certeza, quem fica muito tempo no planejamento, quando vai colocar o projeto em pé acaba percebendo que muitas informações já estão desatualizadas.

Por outro lado, quando se é freelancer e não se tem muita segurança financeira, os planos são o que, muitas vezes, mantém o foco.

Você pode se organizar, como fez Jout Jout, com uma lista de desejos no guardanapo. Pode, também, fazer uma poupança onde guarda uma porcentagem confortável para realizar aqueles sonhos mais caros.

Organização

Uma sensação muito comum nas primeiras semanas de freelancer/ homeoffice é: “O que foi que eu fiz da minha vida? Eu nunca vou conseguir me organizar!”

Os dias passam, você faz um detox de regras pré estabelecidas e descobre o seu tempo biológico. Se faz sentido acordar tarde e trabalhar até tarde, acordar cedo, descansar a tarde e trabalhar na madrugada – as formas e horários estão a sua disposição.

Jeremiah Dillon traz outro ponto importante para organizar uma boa produção: Os níveis de energia. Pensar neste aplicado aos dias da semana, ajuda a realizar um planejamento mais realista.

Para Dillon os níveis de energia funcionam da seguinte forma:

Segunda-feira: “rampa” de energia do final de semana – agende tarefas de baixa demanda como definição de objetivos, organização e planejamento.

Terça e quarta-feira: pico de energia – resolver os problemas mais difíceis, escrever, brainstorm e agendamento de tempo.

Quinta-feira: energia começa a diminuir – agendar reuniões, especialmente quando é necessário consenso.

Sexta-feira: nível mais baixo de energia – fazer trabalho aberto, planejamento a longo prazo e construção de relacionamento.

E ele ainda deixa uma dica: “Sempre direcione o seu momento produtivo para manhã, antes de bater o ciclo de fadiga da tarde. Deixe o final do dia para tarefas mais mecânicas.”

Para aqueles que encontram maiores dificuldades na administração do tempo, a Pomodoro Technique pode ser de grande ajuda.

A técnica se aplica da seguinte forma:

  1. Escolha uma tarefa (e apenas uma de cada vez);
  2. Prepare o timer para 25 minutos;
  3. Trabalhe na sua tarefa até o timer apitar, em seguida faça uma marcação de onde você parou;
  4. Faça um break de 5 minutos (você acabou de completar o seu primeiro Pomodoro);
  5. Repita os passos 1 a 4 mais três vezes, seguido por pausas de 15 minutos.

Ao imaginar pode parecer fácil, mas a pausa de 15 minutos é para você conseguir se focar mais na sua tarefa. Ou seja, sem multitarefas, e-mails, ligações de telefone, Facebook!

A Fast Company fez uma matéria sobre como a Pomodoro realmente funciona e ainda deixou dicas que ajudam a usá-la:

  • Um timer – pode ser os tradicionais de cozinha, app ou site;
  • Colocar o celular em modo avião;
  • Escolha um lugar silencioso para trabalhar e/ou um bom par de fones de ouvido;
  • Caneta e papel para os checkmarks;
  • 5 minutos em cada manhã para planejar as tarefas do dia;
  • 30 minutos no final de cada semana para rever a semana que passou e planejar a próxima.

Existem, também, aplicativos que auxiliam na administração de projetos em grupo – uma mão na roda para quem costuma trabalhar com pessoas de diferentes cidades. O primeiro deles é o Basecamp , que oferece as opções de lista de tarefas, compartilhamento e controle de arquivos e sistema próprio de mensagens.

Queridinho das startups, o Slack é um software de comunicação em equipes com suporte a canais, conversas privadas, integração com serviços externos e diversos detalhes que fazem dele “simplesmente viciante”.

Um pouco mais conhecido, no Trello você pode criar boards dos temas que quiser e ainda compartilhar com as equipes aqueles que são sobre o trabalho. Segundo o Tecmundo, dentro dos cartões você pode “escrever comentários, adicionar links, salvar anexos, determinar prazos e acrescentar imagens, especificando o assunto de cada um deles.”

O Evernote também surge como uma ótima opção, especialmente para quem gosta de anotar ideias durante o dia. Possui o chamado web clipper, onde você pode organizar artigos, pesquisas e conteúdos da web, além de chat.

Esses inimigos da produtividade existem, mas uma vez desmascarados, vamos trabalhar!

 

Estudo Ser Freelancer | trabalhando com pesquisa no Brasil

Quando decidimos pesquisar sobre o universo freelancer, confessamos que havíamos partido de uma curiosidade interior: Entender como era a vida real desses profissionais, como percebiam o mercado, as dificuldades, alegrias e como lidavam com dinheiro.

Adentrando cada vez mais nos dados que já existiam e conversando com os profissionais de pesquisa, percebemos que não havia estudos qualitativos sobre o trabalho do freelancer no Brasil.

Unimos nossa curiosidade com essa oportunidade e expandimos nosso estudo para outras regiões do país, contemplando 7 estados. Conversarmos pessoalmente e virtualmente com 20 profissionais, 18 da área de pesquisa e 2 consultores em design – que estão há mais tempo trabalhando no formato.

Conhecemos pessoas com histórias que precisavam ser contadas, o que resultou nas matérias disponibilizadas durante esse último ano em nosso site. As entrevistas que realizamos em um segundo momento fazem parte, também, do estudo do freelancer – que está disponível abaixo para download completo.

Seja bem vindo a um universo flexível, equilibrado e livre!

 

 

Quer ter acesso ao estudo completo em E-book?

É só fazer o download abaixo!

 

Download

E o trabalho? – resultado pesquisa online

Quando começamos a fazer as entrevistas em profundidade com os freelancers em pesquisa, sentimos muita vontade de conversar também com pessoas de outras áreas, sobre um tema que muito nos interessava: Como as pessoas se sentem em relação ao trabalho?

Mesmo estando muito curiosas sobre a realidade do freelancer no Brasil, ficamos com essa “pulga atrás da orelha” – queríamos entender essa etapa anterior, e por essa razão, decidimos realizar uma pesquisa quantitativa online.

Recebemos 86 respostas, das quais 51,2% pertenciam ao estado do Rio Grande do Sul; 20,9% São Paulo e 9,4% Minas Gerais – os demais, Paraná, Rio de Janeiro e Santa Catarina juntos representaram 18,5%. Sobre as idades – 18,6% tinham entre 18 e 24 anos; 63,9% entre 25 e 34 anos e 17,5% 35 anos ou mais. Perguntamos, também, sobre a profissão atual de cada um, resultando em 89% atuantes nas ciências humanas, 7% nas exatas e 3% nas biológicas.

Sentimos diariamente que a forma como as pessoas percebem o trabalho está mudando. Basta pensarmos em como é difícil ouvir alguém dizendo que está feliz com o trabalho atual, e quando escutamos a afirmação, costuma vir de profissionais que já operam em formatos liberais ou estão vinculados à empresas que não possuem processos internos engessados.

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O que significa trabalho?

Algo que nos ficou claro desde o começo é a consciência de que todo trabalho tem seus pontos positivos e negativos – a diversão e a burocracia. Mesmo assim, para alguns o ofício parece ser mais “apegado” as dificuldades do que as alegrias.

Encontramos, então, aqueles que pensam de uma forma mais racional/tradicional e outros mais subjetivos/modernos.

Para o primeiro, o trabalho é percebido como uma forma de apenas ganhar dinheiro e viabilizar projetos pessoais.

Sustento, produzir, sobrevivência, “uma forma de melhorar a vida”, necessidade, algo chato, responsabilidade, independência e obrigação, foram algumas das palavras mais citadas.

“Deveria ser realização, felicidade. Hoje o trabalho tem sido um meio para realizar meus sonhos.”

18 a 24, consultora, Minas Gerais.

“Aquilo que não nos deixa morrer de tédio no ócio do dia a dia e ainda nos remunera. Mas sim, muitas vezes nos suga mais do que nos alegra.”

35 a 44 anos, estudante, São Paulo.

Nos chamou atenção que alguns dos participantes, mesmo atuando em áreas consideradas com maior espaço para diferentes formas de trabalho, o percebem como uma “relação comercial.”

“É uma relação comercial. Eu não vou me realizar profissionalmente, mas quero uma carreira que sustente minha vida pessoal, respeitando meus limites. É uma venda de 8 horas do meu dia.”

25 a 34 anos, inovação, Rio Grande do Sul.

Por outro lado, também com muita força, há aqueles profissionais que veem o trabalho como uma função social – a ação de fazer o que se sabe/gosta.

Propósito de vida, realização, prazer, tesão, transmissão de conhecimento, contribuição para o mundo, auxilio aos outros, foram os significados mais encontrados.

“Para mim, significa ter uma função social, fazer algo de relevante para o mundo. Faz parte da minha identidade.”

25 a 34, publicitário, Rio Grande do Sul.

“Significa parte do que sou como pessoa. Algo que me realiza, que me faz feliz e que por consequência me sustenta.”

25 a 34, psicóloga, Rio Grande do Sul.

Com significados tanto positivos quanto negativos, perguntamos aos entrevistados o que eles sentiam quando pensavam em trabalho. Os sentimentos positivos que mais surgiram foram: Alegria, energia, crescimento, satisfação, felicidade, prazer, orgulho, paixão, vocação e liberdade.

“Algo que vai além do dever e obrigação. Sinto como se cada atividade fosse uma missão. E quando se tem uma boa sinergia com o cliente ou com o superior, essa missão fica sempre mais fácil e inspiradora.”

25 a 34, home office, Rio Grande do Sul.

“É uma ilusão separar o trabalho da nossa vida. Devemos encontrar uma forma de canalizar a nossa energia essencial em prol de uma atividade que traga sentido no dia a dia, que fortaleça o ciclo da própria vida e da comunidade.”

18 a 24 anos, televisão, Minas Gerais.

Encontramos consciência naqueles que são felizes no trabalho. Ou seja, vive-se momentos de provação, desgaste e pouco tempo para si, mas as razões que levam essas pessoas a exercerem suas atividades está relacionada ao prazer e não ao cumprimento de uma obrigação que não faz sentido para o indivíduo.

Sabe-se que atualmente é muito difícil viver sem dinheiro. O interessante é que aqueles que trabalham porque amam não veem no consumo uma saída de “eu mereço”. Seus ganhos são consequências naturais ao esforço exercido.

Mesmo com pouca diferença, na nossa amostra encontramos mais pessoas com sensações negativas quando pensavam em trabalho.

O sentimento que mais foi repetido foi cansaço. Quando perguntado porque, o motivo associado é a rotina – que desgasta, limita, exige e desmotiva.   

Além disso, surgiram também as sensações de o trabalho ser um dever, perda de tempo, angústia, medo, obrigação, vazio, insatisfação, preguiça, tristeza e desânimo.

“Aprendi a lidar com a ansiedade e a encarar o trabalho como uma forma de ganhar dinheiro e não um sonho de vida. Me realizo na vida pessoal e o trabalho é uma forma de ganhar dinheiro para fazer o que sinto vontade.”

25 a 34 anos, inovação, Rio Grande do Sul

“Insatisfação, porque eu não tenho liberdade para realizar tudo que sou capaz. Além de ser reduzida a atividades toscas e usualmente desnecessárias.”

45 anos ou mais, comunicação, São Paulo.

Consideramos que os momentos de trabalho são percebidos por muitos como um universo paralelo, aquele em que se tem que obedecer, sofrer, contar os minutos para a ampulheta virar e poder entrar na vida pessoal. Então, poder aproveitar os ganhos das horas suadas – onde mesmo sendo apenas realmente aproveitado nos finais de semana ou nas férias – é melhor do que não ter condições de usufruí-lo ao máximo.

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Ao perguntarmos sobre qual formato de trabalho seria ideal, 36,2% responderam CLT (carteira assinada); 26,8% freelancer; 19,8% PJ e 17,2% outros.

A proximidade tão grande entre CLT e freelancer comprova a divisão entre os entrevistados, mas também revela os prós e contras percebidos em cada um. De modo geral, os participantes percebem o CLT como um formato de maior segurança e o freelancer, uma opção para se ganhar mais.

Mas, vamos aos detalhes:

Aqueles que optaram por ser CLT consideram muito o acesso aos direitos, segurança, comodismo, estabilidade e ter rotina.

No caso do freelancer, a liberdade foi o ponto mais citado. Trouxeram, também, diversidade de projetos, ser dono do próprio tempo, ausência de ambientes hierárquicos, sem amarras e autonomia.

O PJ, por não “gastar tanto com impostos”, organizar melhor os ganhos, ter o próprio horário, espaço para contratos de maior duração, autonomia e liberdade.

Quando a carteira assinada surge como a forma de trabalho mais escolhida, mesmo com tantos depoimentos de insatisfação, busca-se entender o que está por trás disso. Falta de informação sobre outros formatos de trabalho? Afinal, tanto o PJ quanto o freelancer tem seus direitos, eles apenas não passam pelas mãos das instituições – estes são encaminhados diretamente aos profissionais. Não possuem alguns benefícios perante a lei, mas sabe-se que a liberdade exige organização financeira.

Falta da percepção de que o que existe é apenas uma “sensação” de segurança? Sim, porque até onde sabemos, demissões acontecem a todo momento, seja qual for o formato.

Não estamos aqui para defender nenhum dos lados, mas achamos muito curioso tanto interesse em ter uma carteira assinada: seria apenas o reflexo do hábito de antigas gerações?

Sim, todos os formatos possuem dificuldades e facilidades. Porém, o que parece estar faltando, na verdade, é mais auto estima profissional. Afinal, quando reconhecemos que somos bons em algo, sabemos que podemos ser referência no mercado. A segurança vem daí, e não de uma assinatura.  

Muito bem, talvez as pessoas não estejam pensando em outros formatos de trabalho, porque não os conhecem. Perguntamos, então, o que é ser freelancer?

Mesmo havendo quem acredita que trabalhar como freelancer é apenas algo temporário, “um bico”, a grande maioria dos entrevistados entende nem que seja minimamente o que é o formato:

Ter flexibilidade, liberdade de escolha, ser livre, ter disciplina, coragem, ser independente, trabalhar por tempo determinado ou por projetos, sem rotina, poder fazer vários trabalhos diferentes, autonomia, trabalhar em diferentes horários com diferentes pessoas, não ter vínculo de trabalho, não ter direitos dos trabalhadores, sem carteira assinada e sem estabilidade.

“É poder fazer vários trabalhos diferentes, sem rotina, melhor remunerado, porém sem a estabilidade de uma carteira assinada. Precisa ter ótimos contatos e ser forte no mercado para não ficar sem trabalho.”

25 a 34 anos, eventos, Rio Grande do Sul.

Ser freelancer pode parecer muito difícil para alguns, mas como disse na citação acima, será que só o profissional liberal precisa ser forte no mercado?

A verdade é, não existe um formato ideal para todo mundo. Sempre haverá aqueles que prezam pela segurança ao invés da liberdade, e não há nenhum problema nisso.

O mais difícil é ver tantas pessoas infelizes com seus trabalhos. Vamos experimentar! Misturar e adaptar novos e velhos formatos. Quem sabe um dia, as histórias que mais vamos ouvir é de apaixonados e satisfeitos com seus trabalhos?

“Deveria existir um formato ligado a paixão e prazer. Por que assim, você não responderia ‘tenho CLT, ou sou freela’. Imagine, uma resposta para a pergunta anterior podendo ser formato ‘apaixonado’. Sei que parece romântico demais, mas já tem empresa indo pra esse lado.”

25 – 34 anos, empreendedor, Rio de Janeiro.

+ Participação da pesquisadora convidada: Bruna Tocchetto