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Ladies, Wine, Design and Portfólio

Nosso terceiro encontro do Ladies estava em ritmo de festa mesmo antes de começar. Como esse seria o evento que fecharia a nossa primeira temporada, estávamos sentindo – além da empolgação de ter novamente a oportunidade de conhecer mulheres maravilhosas – uma sensação de gratidão por tudo que experienciamos através desse projeto.

Me sinto muito feliz em poder promover esses encontros de e para mulheres, pois é muito aconchegante poder estar entre iguais em um ambiente preparado para trocas. Por mais que muitas de nós tenhamos uma vida de “eu-presa”, com dúvidas que muitas vezes sentimos vergonha de externalizar, esses encontros comprovaram algo muito especial: que não estamos sozinhas.

E nada melhor do que aproveitar esse clima de união para falar sobre portfólio – sem julgamentos, apenas com um olhar curioso e carinhoso. Chegou a hora de nos encontrarmos para sermos vulneráveis juntas e, olha só que maravilha, sair desse dia nos sentindo mais confiantes sobre nossos trabalhos.


Nosso encontro não teria acontecido se não fosse pela união de forças externas. Quem nos recebeu com seu espaço que dá vontade de voltar todos-os-dias foi o Agulha, um misto de casa de show / bar / espaço para eventos. Para manter a mulherada animada, contamos com a super presença da Chandon e seu espumante maravilhoso Passion. E, para não perdermos o foco das conversas, estávamos acompanhadas dos brownies de-li-ci-o-sos do Cadô Brownie e os pães veganos da Estalo.

A nossa convidada do encontro foi a diretora da Sweety and Co., mãe e designer, Isabela Rodrigues, que nos trouxe o ponto de vista de uma profissional que começou como freelancer e em meio a muitas demandas, decidiu abrir um studio para conseguir dar um suporte maior aos clientes.

Ela nos contou um pouco sobre como foi criar sua marca e como percebe um movimento de clientes indo em busca de mulheres na liderança de projetos por entenderem a importância do olhar feminino. Tendo a oportunidade de trabalhar com marcas que reconhecem o potencial desse perfil, a Sweet hoje tem grande parte de suas vendas através de seu portfólio: os clientes olham o site, se apaixonam e decidem que querem fazer parte do grupo.

Reconhecendo a importância de um portfólio atualizado, Isabela conta que já receberam propostas de projetos que duravam vários meses – o que fazia com que a empresa ficasse muito tempo dedicada a um cliente e sem produzir trabalhos que pudessem ser divulgados. Consciente de que esses projetos não traziam benefícios para a equipe – que ficava desgastada e desmotivada por estar muito tempo com o mesmo cliente –  decidiram que não iriam pegar projetos fixos ou muito longos.

Claro que sempre poderão haver exceções, especialmente para clientes com quem a marca se identifica. Mas quando o portfólio se torna, também, uma ferramenta de prospecção e conversão de clientes, tê-lo atualizado e vivo acaba sendo uma estratégia de sobrevivência do negócio.

As designers sabem da importância do portfólio, mas no encontro ficou claro que muitas custam para conseguir atualiza-lo e sentem que ele nunca está bom o suficiente. Além disso, algumas sofrem com o caso de grandes ideias não irem para a rua por alterações de clientes, escolhendo publicar apenas o que foi aprovado e era menos interessante. Nessa discussão encontramos um dilema: de um lado aquelas que acreditam ser melhor compartilhar o que foi decidido pelo cliente x mostrar para o mundo o seu lado criativo.

Independente do lado que você esteja nessa equação, acredito ser importante lembrar qual é o objetivo do portfólio. Ele está ali para representar de uma forma gráfica o que a designer produziu no seu trabalho e não as decisões dos clientes – que muitas vezes são guiadas por estratégias e não estética. Dessa forma, considero que seria mais interessante compartilhar linhas criativas que condizem com o trabalho da designer, claro, depois de perguntar se o cliente ficaria confortável com a divulgação de um material que não foi aprovado.

Por outro lado, para aquelas que tem muitas dúvidas sobre como escolher os projetos para compartilhar, Isabela traz o tempo como um aliado nessa questão:

“É preferível que tu tenha um projeto no teu portfólio que tu passou 5 horas produzindo para publicar do que vários trabalhos médios.”

Muito bem, mas como chegar nesses trabalhos que te dão orgulho de mostrar por ai?

Tudo começa com o briefing. Isabela comenta que ter muita liberdade pode ser um problema para a designer, pois é fundamental saber ao menos o que o cliente não quer. E, com o tempo, afirma que a confiança no próprio trabalho se torna um aliado do processo.

Uma das participantes, a Ana Maria Copetti, trouxe uma questão muito interessante sobre como apresentar seu trabalho se ele for de design estratégico. Levando em consideração que o Behance funciona muito bem para materiais visuais, Isabela trouxe duas sugestões: traduzir a informação das metodologias e processos para um formato visual ou criar um site próprio, fora do Behance, onde tu possa desenvolver sobre os teus processos.

O design das mulheres gaúchas é tão bom que deu vontade de passarmos horas abrindo cada projeto e discorrendo sobre eles. Ver todos os sites apresentados – e que nós listamos abaixo para quem quiser ver mais – nos fez perceber novamente o quão especiais são esses encontros.

E para as perfeccionistas, a frase clichê “melhor feito do que perfeito” pode ser um bom mantra quando o assunto for portfólio. Enquanto seu trabalho estiver guardado nas pastas do desktop ninguém vai conhecer todo o seu potencial. Deixa de lado o medo. Estamos nessa juntas!

+ Isabela Rodriguez 

+ Paula Langie

+ Carol D’Ávila

+ Flavia Hocevar

+ Cristiane Hahner

+ Florencia Rodríguez

+ Karen Ferraz

+ Ana Paula Zonta

+ Ana Maria Copetti

+ Julia Accorsi

+ Gabriela Rigatti

Iremos fazer uma pausa no começo do ano, mas em março voltamos com a segunda temporada dos encontros. Para saber mais sobre a nossa agenda, temas e convidadas basta acessar o site: ladieswinedesign.com/poa/.

Até 2018!


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